M4 Ciclo Erosão-Sedimentação-Exumação
Tópico
O ciclo de erosão-sedimentação-exumação conecta o soerguimento tectônico, o intemperismo superficial, o transporte de sedimentos e a deposição em bacias com a resposta isostática que, por sua vez, retroalimenta esse mesmo soerguimento tectônico. Esse ciclo é o mecanismo pelo qual a crosta continental é reciclada, pelo qual as montanhas são construídas e destruídas e pelo qual os sedimentos, em última análise, registram toda a história tectônica e climática da região de onde se originam.
O soerguimento tectônico aumenta a inclinação do terreno soerguido. Essa inclinação mais acentuada aumenta a taxa de erosão nesse mesmo terreno, e essa erosão remove massa rochosa, aliviando a carga sobre a litosfera e produzindo um rebote isostático: para cada metro de rocha removido pela erosão, a litosfera se recupera entre setenta e cinco e oitenta e cinco centímetros, dependendo da densidade relativa entre a rocha erodida e o manto subjacente. Esse rebote isostático eleva o terreno novamente, fechando assim um ciclo de auto-reforço, de modo que a exumação total acaba excedendo em muito o soerguimento tectônico puro que a desencadeou.
Esse acoplamento entre erosão e resposta isostática produz o fenômeno da exumação contínua que a termocronologia continua a detectar mesmo em cadeias montanhosas maduras, muito tempo depois de qualquer subducção ativa ter cessado de empurrá-las para cima.
A incisão que um rio faz em seu próprio leito segue uma lei bem estabelecida: a taxa de incisão depende da área da bacia que o rio drena, que atua como um indicador de sua vazão, e da inclinação do próprio leito naquele ponto. Quando essa taxa de incisão se iguala exatamente à taxa de soerguimento tectônico, o sistema atinge um estado estacionário que determina a elevação de equilíbrio de toda a montanha.
A produção de sedimentos gerados pela erosão e o transporte desses mesmos sedimentos para uma bacia de antepaís ou uma margem continental seguem leis de difusão e advecção que dependem fortemente do clima da região, completando assim, juntamente com o rebote isostático e a incisão fluvial descritos anteriormente, o ciclo completo entre soerguimento tectônico e erosão com o qual esta descrição começou.
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