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D2 Geodésia e Movimento no Campo

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Os métodos geodésicos e de campo medem diretamente o movimento, a deformação e a variação de volume das massas de gelo, colocando instrumentos na superfície da geleira ou dentro do próprio gelo. Esses métodos geodésicos e de campo complementam o sensoriamento remoto por satélite com precisão em nível de centímetro em pontos específicos da geleira. Essa precisão em nível de centímetro é precisamente o que permite a calibração e a validação dos dados que o sensoriamento remoto por satélite coleta do espaço.

Um sistema de posicionamento diferencial por satélite determina a posição de um receptor móvel que se move sobre o gelo, comparando a fase do sinal que ele captura com a fase do mesmo sinal capturado por uma estação de referência fixa. Essa comparação de fase confere a esse sistema de posicionamento diferencial por satélite uma precisão entre um e dois centímetros no plano horizontal e entre três e cinco centímetros no plano vertical.

Estacas de ablação são hastes inseridas diretamente no gelo da geleira. À medida que o gelo ao redor derrete, cada estaca de ablação fica cada vez mais exposta acima da superfície. Essa exposição progressiva de cada estaca de ablação mede diretamente quanto gelo derreteu naquele ponto da superfície da geleira.

A varredura a laser terrestre e a fotogrametria com veículos aéreos não tripulados (VANTs) geram nuvens de pontos tridimensionais de alta resolução da superfície da geleira. Ao comparar duas nuvens de pontos capturadas em momentos diferentes, tanto a varredura a laser terrestre quanto os VANTs permitem a construção de um modelo digital que mostra precisamente o quanto a elevação da superfície da geleira mudou entre uma captura e outra.

Inclinômetros e extensômetros instalados em furos perfurados no gelo da geleira medem, a partir do interior do próprio gelo, a taxa na qual o gelo se deforma lentamente sob seu próprio peso — um tipo de deformação interna contínua que os glaciologistas chamam de fluência do gelo.

O comportamento esperado, revelado por todos esses métodos geodésicos e de campo em conjunto, é um perfil de velocidade da geleira que atinge seu valor máximo na superfície e diminui cada vez mais rapidamente com o aumento da profundidade dentro do gelo. Isso está associado a taxas de ablação sazonais, medidas por estacas de ablação, que são consistentes com a quantidade de energia que a geleira recebe em cada estação. Isso confirma o papel de calibração e validação desses métodos geodésicos e de campo em relação ao sensoriamento remoto por satélite, conforme descrito no início.

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