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D3 Pressão Estrutural e Elites

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A proporção entre as elites em ascensão e os cargos disponíveis, a estagnação dos salários reais — já ligadas, neste mesmo ciclo econômico, à produtividade e à taxa de desemprego — e o estresse fiscal do Estado são as três tensões que, crescendo juntas de forma sustentada, definem a crise secular. Nenhuma das três isoladamente é suficiente: a proporção entre as elites em ascensão e os cargos disponíveis, a estagnação dos salários reais e o estresse fiscal do Estado devem crescer simultaneamente para que essa ocorrência conjunta seja considerada uma crise secular em formação.

O índice de pressão estrutural combina essas três tensões — a proporção entre as elites em ascensão e os cargos disponíveis, a estagnação dos salários reais e o estresse fiscal do Estado — em uma única série. O índice de pressão estrutural cresce quando os três componentes crescem simultaneamente, e o crescimento sustentado e simultâneo dos três — e não o nível de qualquer um deles separadamente — é a medida direta da crise secular. A polarização, a quarta tensão que também contribui para a crise secular, é excluída do índice de pressão estrutural e deve ser monitorada separadamente para completar o critério de coocorrência que desencadeia a crise secular.

A proporção entre aspirantes a cargos de elite e vagas disponíveis mede quantas pessoas competem por cada cargo de elite disponível em uma sociedade. Quando essa proporção excede consistentemente um, indica uma superprodução de elites: há mais aspirantes a cargos de elite do que vagas disponíveis para absorvê-los, e esse excedente sustentado é um dos três componentes que alimentam o índice de pressão estrutural.

Os dois indicadores, juntamente com a proporção entre aspirantes a cargos de elite e vagas disponíveis que os conecta, permitem monitorar a crise secular a partir da perspectiva do regime de recursos: a estagnação dos salários reais, que já alimentou, no ciclo econômico dessa mesma perspectiva, tanto o índice composto da crise dos Modelos Gerais quanto a própria crise secular, reaparece aqui ao lado do estresse fiscal do Estado e da superprodução de elites, medida pela proporção entre aspirantes a cargos de elite e vagas disponíveis — o mesmo caminho pelo qual essa perspectiva arrasta a Cliodinâmica sempre que muda de seção.

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