M1 Confiança generalizada versus confiança restrita a um pequeno círculo
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Essa vertente pode existir em dois modos, dependendo do alcance da disposição para confiar: um modo de confiança generalizada, em que o raio de confiança abrange estranhos além do círculo restrito, e um modo de confiança restrito ao círculo restrito, em que esse raio não se estende além da família ou de um pequeno grupo de conhecidos próximos. A variável que desencadeia a transição entre esses dois modos é precisamente o raio de confiança: o mesmo que o diagnóstico dessa vertente já mede por meio de indicadores de capital social, e cuja contração abaixo do tamanho necessário para a coordenação em escala social é o que desencadeia a fragmentação em bolhas de confiança mutuamente exclusivas.
Esse raio de confiança está diretamente ligado à Vertente 5 da Sociofísica, Intensidade de Parentesco: uma alta intensidade de parentesco, em que os laços sanguíneos e clânicos concentram a maior parte da cooperação possível, é exatamente o terreno em que o raio de confiança dessa vertente se contrai em direção ao círculo restrito, porque não é necessário estender a confiança além da própria linhagem para sustentar a cooperação diária. A baixa intensidade de parentesco, por outro lado, é o terreno onde a cooperação precisa se basear na confiança generalizada, porque os laços sanguíneos por si só já não são suficientes para sustentá-la na escala que a sociedade exige.
Essa mesma dinâmica de concentração é o que explica, em "Intensidade de Parentesco", a concentração e a mobilidade social por meio do mecanismo que compara o retorno do capital com o crescimento econômico: uma intensidade de parentesco que impulsiona a concentração é, ao mesmo tempo, o que reduz o raio de confiança nesse âmbito, de modo que ambos os processos — a concentração de riqueza, por um lado, e a contração do raio de confiança, por outro — avançam em conjunto como duas expressões do mesmo modo subjacente.
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