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D1 Polarização Afetiva e Homofilia de Rede

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Três indicadores medem o mesmo espaço de identidade de grupo nesta faixa etária sob diferentes perspectivas: a polarização afetiva mede a hostilidade emocional em relação ao exogrupo; a homofilia da rede mede o quanto esse exogrupo é evitado de um ponto de vista estrutural; e a distância social percebida mede como essa mesma distância é subjetivamente vivenciada. Os três tendem a aumentar juntos quando a identidade de grupo se fortalece, sem serem medidas independentes entre si.

O índice de polarização afetiva mede a hostilidade emocional em relação ao exogrupo, além da mera discordância de ideias: o aumento da discrepância em relação a essa discordância é a variável que desencadeia diretamente a polarização afetiva extrema.

A homofilia da rede mede a fração de laços mantidos dentro do próprio grupo em comparação com aqueles que se estendem ao exogrupo: sua queda sustentada em direção a zero é uma medida direta da câmara de eco fechada, o mesmo fechamento quase total da exposição cruzada que esta anomalia descreve.

Pesquisas sobre a distância social percebida medem o quão distante uma pessoa se percebe do exogrupo em termos de valores e interesses: seu aumento sustentado, combinado com a percepção de uma ameaça existencial ao próprio grupo, sinaliza a radicalização violenta de um subgrupo — a mais extrema das três anomalias descritas nesta linha de raciocínio.

Esses três indicadores não apenas aumentam simultaneamente, como cada um alimenta os outros dois. O aumento da polarização afetiva reduz os laços que as pessoas estão dispostas a manter com o exogrupo, diminuindo, assim, a homofilia na rede; a homofilia já baixa na rede elimina a exposição cruzada que poderia corrigir o aumento da distância social percebida; e o aumento da distância social percebida, por sua vez, reforça a hostilidade emocional que a polarização afetiva mede.

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