E2 Relatividade Geral Cosmológica
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O elemento central deste modelo são as equações de campo de Einstein, com a constante cosmológica já incluída nelas, o fundamento sobre o qual repousa toda a cosmologia moderna.
A métrica cosmológica padrão derivada dessas equações descreve um universo homogêneo e isotrópico com sua própria curvatura espacial inerente.
As equações de Friedmann, por sua vez, são derivadas como componentes dessas mesmas equações de Einstein aplicadas a um fluido cósmico perfeito: a primeira é uma equação de energia, que relaciona a taxa de expansão do universo à sua densidade total e à sua própria curvatura; a equação da continuidade, por sua vez, expressa a conservação local dessa mesma energia.
O modelo padrão assume que essa curvatura espacial é exatamente zero, ou seja, que o universo é plano, e essa suposição é confirmada pelas anisotropias da radiação cósmica de fundo com uma precisão de apenas quatro décimos de um por cento: esta não é meramente uma suposição conveniente, mas uma previsão verificada com grande exatidão. Assim, desde as equações de campo de Einstein, com as quais este documento começa, até a curvatura zero verificada com a qual ele termina, passando pela métrica cosmológica padrão e pelas equações de Friedmann, a relatividade geral cosmológica faz com que o mesmo conjunto de equações, escrito para descrever a gravidade em geral, acabe prevendo com enorme precisão a forma geométrica exata de todo o universo.
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