E1 Universo Observável
Tópico
O protagonista deste modelo é o universo observável, a região do espaço cujos fótons tiveram tempo de chegar até nós desde o próprio Big Bang.
O raio deste universo observável, medido como distância de partícula, é várias vezes maior que sua distância de Hubble, a distância que resultaria da simples multiplicação da idade do universo pela velocidade da luz. O fato de essas duas distâncias diferirem tanto se deve precisamente ao fato de o próprio espaço ter continuado a se expandir enquanto esses fótons viajavam em nossa direção: duas noções de distância que só coincidiriam se o universo não estivesse em expansão.
A métrica cosmológica padrão descreve esse mesmo espaço-tempo como homogêneo e isotrópico em grande escala, com um único fator de escala que, por si só, codifica toda a expansão do universo.
A estrutura em grande escala deste universo observável — seus filamentos cósmicos, seus superaglomerados, seus vazios — é quantificada pela função de correlação de dois pontos, que mede quantos pares extras de galáxias existem, em cada separação, em comparação com o que seria esperado de uma distribuição puramente aleatória. Os vazios cósmicos atingem centenas de megaparsecs de diâmetro, e os superaglomerados, cerca de duzentos. Assim, desde o universo observável com o qual este documento começa até a estrutura em grande escala com a qual termina, levando em consideração seu raio de partícula e fator de escala, o universo observável significa que o mesmo espaço em expansão acaba mostrando, ao mesmo tempo, o quanto cresceu desde o Big Bang e como a matéria que contém está agrupada.
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