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D12 Aglomerados de galáxias: mapeamento de raios X de todo o céu

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A peça central deste modelo é o primeiro instrumento de raios X capaz de mapear todo o céu com alta sensibilidade. Ele consegue isso combinando vários telescópios idênticos de incidência rasante, que escaneiam continuamente o céu girando em um eixo apontado para o Sol, cobrindo todo o céu a cada seis meses.

O objetivo cosmológico deste instrumento é detectar aproximadamente cem mil aglomerados de galáxias por meio de sua própria emissão térmica de raios X. Os aglomerados são os objetos gravitacionalmente ligados mais massivos do universo, portanto, sua abundância, com base em sua massa e desvio para o vermelho, torna-se um indicador direto de quanta estrutura o universo desenvolveu, quanta matéria ele contém e como a energia escura se comporta.

O aspecto mais notável deste instrumento é sua capacidade de escanear continuamente todo o céu com vários telescópios em paralelo. Isso significa que cada ponto no céu é observado várias vezes dentro de cada varredura de seis meses, acumulando assim anos de exposição total. O catálogo resultante de aglomerados de galáxias já supera todos os catálogos de raios X anteriores combinados, e a função de massa desses mesmos aglomerados fornece uma das restrições cosmológicas mais rigorosas existentes. Assim, desde o instrumento de raios X com o qual este artigo começa até a rigorosa restrição cosmológica com a qual termina, incluindo a detecção de cem mil aglomerados e sua função de massa, o mapeamento de aglomerados de galáxias permite que um único instrumento, ao escanear repetidamente todo o céu, revele quanta estrutura, matéria e energia escura o universo contém.

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