A4 Buracos Negros e Horizontes
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O elemento central deste modelo é o buraco negro e a matéria que cai nele. Um buraco negro é uma região do espaço-tempo tão intensamente curvada que nenhum sinal consegue escapar depois de cruzar o horizonte de eventos que o define.
A acreção de matéria em um buraco negro é o mecanismo de liberação de energia mais eficiente conhecido em todo o universo, superando em muito o da fusão nuclear, e essa eficiência é ainda maior quando o próprio buraco negro gira rapidamente.
O disco de acreção que circunda esse buraco negro emite calor a uma temperatura que diminui drasticamente à medida que o raio dentro do disco aumenta, de modo que a borda interna desse disco, localizada na última órbita estável possível, é de longe a região mais quente de todo o disco de acreção.
Buracos negros de massa estelar são o produto do colapso do núcleo, já descrito como um modelo separado, e são detectados precisamente em sistemas binários de raios X. Buracos negros supermassivos, por outro lado, milhões ou bilhões de vezes mais massivos que o próprio Sol, residem no centro de praticamente todas as galáxias massivas, e a estreita correlação observada entre a massa desses buracos negros e a dispersão de velocidade das estrelas no bojo circundante sugere que tanto o buraco negro quanto sua galáxia cresceram juntos ao longo da história cósmica.
A imagem direta da sombra que esse horizonte de eventos projeta sobre o material circundante já confirmou, para dois buracos negros supermassivos diferentes, a geometria extrema que a relatividade geral prevê para eles. Assim, da região do espaço-tempo com a qual este documento começa até a geometria confirmada com a qual termina, passando pela eficiência da acreção e pela correlação entre o buraco negro supermassivo e sua própria galáxia, o buraco negro atinge o estado terminal mais extremo de toda a cadeia gravitacional, deixando, ainda assim, uma sombra que pode ser fotografada.
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