A2 Colapso Gravitacional
Tópico
O elemento central deste modelo é o núcleo de ferro de uma estrela massiva no final de sua vida.
Em estrelas com massas entre oito e vinte e cinco massas solares, a fusão nuclear constrói, camada por camada, um núcleo de ferro que não consegue mais liberar energia por meio da fusão. Assim que a massa desse núcleo excede o que a pressão degenerada pode suportar, ele colapsa em uma fração de segundo, e o rebote desse colapso gera uma onda de choque que ejeta as camadas externas da estrela em uma supernova.
O próprio núcleo, enquanto isso, torna-se uma estrela de nêutrons se sua massa permanecer abaixo do limite de Oppenheimer-Volkoff, ou continua colapsando em um buraco negro se sua massa exceder esse limite.
Quase toda a energia liberada nesse colapso escapa como neutrinos, e apenas uma pequena fração dessa energia é convertida na luz visível que observamos como a explosão da supernova.
Este canal de colapso gravitacional — e não o canal termonuclear já descrito como um modelo separado — é o que produz, por meio da captura rápida de nêutrons, a maioria dos elementos mais pesados do universo. Ele também fornece os objetos compactos que posteriormente sofrem as reações de fusão descritas em outro modelo. Assim, desde o núcleo de ferro com o qual este documento começa até os objetos compactos com os quais ele termina, passando pelo colapso em uma fração de segundo e pelo limite de Oppenheimer-Volkoff que determina a diferença entre estrela de nêutrons e buraco negro, o colapso gravitacional do núcleo significa que a morte violenta de uma estrela massiva acaba por semear tanto os elementos mais pesados do universo quanto os próprios objetos que posteriormente se fundirão.
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