A1 Colapso Termonuclear
Tópico
O elemento central deste modelo é a anã branca que se aproxima do limite de massa que a sustenta.
Uma anã branca em um sistema binário ganha massa de sua companheira — ou se funde diretamente com outra anã branca — até se aproximar do limite de Chandrasekhar, o mesmo limite de massa descrito nos fundamentos deste conjunto de modelos.
No instante em que mesmo a pressão degenerada relativística dessa anã branca não é mais suficiente para sustentá-la, uma ignição termonuclear descontrolada é desencadeada, consumindo a estrela inteira em questão de segundos e liberando energia suficiente para desintegrá-la completamente. Ao contrário dos eventos de colapso do núcleo descritos em um modelo separado, aqui nenhum remanescente compacto permanece: a anã branca desaparece inteiramente na própria explosão.
Como o limiar de massa que desencadeia essa explosão é praticamente o mesmo em todos os casos, essas explosões atingem brilhos de pico muito semelhantes, e é precisamente essa semelhança que as torna velas padrão para medir distâncias cósmicas. Assim, desde a anã branca que se aproxima do limite de massa com o qual este documento começa até as velas padrão com as quais ele termina, passando pela acreção de matéria da companheira e pela ignição termonuclear que não deixa vestígios, o colapso termonuclear de anãs brancas significa que cruzar o mesmo limite de massa, repetidamente em diferentes sistemas binários, produz explosões suficientemente semelhantes para servir como uma regra fixa para medir a escala do próprio universo.
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