D8 Polarimetria Astronômica
Tópico
A polarização da luz revela informações que a fotometria e a espectroscopia sozinhas não conseguem mostrar.
A poeira interestelar, quando alinhada por um campo magnético de grande escala, polariza a luz das estrelas de fundo que a atravessam, e essa polarização revela, portanto, a orientação do campo magnético galáctico que produziu o alinhamento.
A emissão síncrotron produzida pelos jatos de núcleos galácticos ativos e pulsares é, por sua vez, intrinsecamente polarizada, assim como certos padrões na radiação cósmica de fundo em micro-ondas que, se claramente detectados, revelariam a presença de ondas gravitacionais primordiais.
O grau e o ângulo de polarização da luz recebida são obtidos a partir do conjunto completo de parâmetros que descrevem o estado de polarização dessa luz.
A rotação de Faraday — a torção no plano de polarização de uma onda de rádio à medida que ela passa por um plasma magnetizado — aumenta tanto com a densidade eletrônica quanto com a intensidade do campo magnético ao longo da linha de visão, e também com o quadrado do comprimento de onda observado. Medir essa rotação em vários comprimentos de onda nos permite reconstruir o campo magnético que a produziu. Assim, desde a informação adicional revelada pela polarização que inicia este artigo até à reconstrução do campo magnético que o conclui, incluindo poeira interestelar alinhada e emissão síncrotron intrinsecamente polarizada, a polarização da luz torna visível toda uma dimensão de informação astronómica que a fotometria e a espectroscopia, por si só, deixam completamente invisível.
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