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A1 Supernovas: colapso e explosão de estrelas

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O protagonista deste modelo é a estrela, ou, em sua variante alternativa, a anã branca, que eventualmente ultrapassa um limite de massa que não consegue mais sustentar. A partir desse ponto, existem dois caminhos completamente diferentes que, no entanto, levam ao mesmo resultado catastrófico.

No primeiro desses caminhos, o núcleo de ferro de uma estrela muito massiva cresce até ultrapassar o limite de massa que a pressão de degenerescência desse núcleo pode suportar. É precisamente essa ultrapassagem do limite que faz com que o núcleo colapse sobre si mesmo em frações de segundo. O rebote desse colapso, por sua vez, gera uma onda de choque que ejeta violentamente as camadas externas da estrela, liberando uma enorme quantidade de energia. A grande maioria dessa energia escapa na forma de neutrinos, e apenas uma pequena fração é liberada como a luz que vemos brilhar como uma supernova.

No segundo cenário, a anã branca que faz parte de um sistema binário acumula matéria de sua estrela companheira até se aproximar de seu próprio limite de massa — o limite que a degenerescência eletrônica dessa anã branca pode suportar. É essa aproximação ao limite que desencadeia a fusão termonuclear descontrolada dentro da própria anã branca, uma fusão que acaba por destruí-la completamente, sem deixar vestígios.

Em ambos os cenários, a explosão de neutrinos que acompanha o colapso pode ser detectada na Terra mesmo antes da chegada da luz visível do próprio evento, como já ocorreu com uma supernova próxima observada no passado. Assim, desde a ultrapassagem do limite de massa com o qual este documento se inicia até a detecção precoce de neutrinos com a qual ele termina, passando pelo colapso do núcleo de ferro e pela fusão termonuclear descontrolada da anã branca, a estrela e a anã branca deste modelo fazem da ultrapassagem de um limite de massa insustentável, em qualquer um dos seus dois caminhos, o fim definitivo da vida dessa estrela.

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