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M2 Ablação

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O modo de ablação engloba todos os processos que causam a perda de massa da criosfera: derretimento na superfície e na base do gelo, sublimação direta da superfície, evaporação da água de degelo líquida e o desprendimento de icebergs nas frentes marinhas ou lacustres das geleiras. O derretimento é o mecanismo de ablação dominante tanto em geleiras de montanha quanto nas bordas das calotas polares, e a taxa na qual a superfície do gelo derrete é controlada pelo balanço energético dessa superfície: a soma de todos os fluxos de radiação e fluxos turbulentos que atingem a superfície do gelo deve ser positiva para que o derretimento ocorra.

O modelo de graus-dia positivos é a ferramenta mais utilizada em glaciologia aplicada, graças à sua simplicidade e eficácia: de acordo com esse modelo, o derretimento cumulativo ao longo de uma estação é proporcional à quantidade e à duração em que a temperatura do ar permanece acima do ponto de congelamento. O fator de graus-dia que converte essa temperatura acumulada em derretimento real é maior para o gelo do que para a neve, precisamente porque o gelo tem um albedo menor do que a neve e, portanto, absorve mais radiação solar para cada grau de aumento da temperatura do ar.

Embora o modelo de graus-dia positivos não resolva o balanço energético da superfície do gelo e, portanto, careça de uma base física rigorosa, seus parâmetros podem ser facilmente calibrados com dados de campo, e o modelo de graus-dia positivos, portanto, alcança um excelente desempenho preditivo, desde que as mudanças climáticas permaneçam em regimes moderados.

O desprendimento de icebergs é, de todos os processos de ablação, o mais difícil de modelar, precisamente porque ocorre de forma descontínua e é altamente não linear. Uma relação empírica de desprendimento conecta a taxa na qual uma geleira desprende icebergs com a velocidade com que o gelo flui diretamente em sua extremidade, de modo que uma extremidade de geleira com fluxo mais rápido também tende a desprender icebergs com mais frequência.

Modelos de desprendimento de gelo mais sofisticados também distinguem entre o desprendimento seco, puramente mecânico, e o desprendimento impulsionado pela água de degelo que se acumula em fissuras na superfície da geleira: quando a água de degelo preenche uma dessas fissuras superficiais, essa mesma água pode propagar a fissura para baixo até atingir a base da geleira, desde que a coluna de água acumulada dentro da fissura exceda uma fração crítica da espessura total do gelo, completando assim o conjunto de mecanismos de ablação com os quais esta descrição começou.

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