D2 Timpanometria: Função do Ouvido Médio
Tópico
O timpanômetro sela hermeticamente o canal auditivo externo com uma sonda e, através dessa mesma sonda, emite um tom de teste de frequência fixa em direção à membrana timpânica: em torno de 226 hertz em adultos, ou uma frequência mais alta, próxima de 1.000 hertz, em recém-nascidos. Isso ocorre porque o canal auditivo externo e a orelha média de um recém-nascido são mais macios e complacentes do que os de um adulto, e um tom de teste de baixa frequência não consegue distinguir, nessa orelha mais macia, a contribuição da membrana timpânica e da cadeia ossicular da contribuição das outras estruturas circundantes.
Enquanto a sonda emite continuamente o tom de teste, o timpanômetro também altera gradualmente a pressão no canal selado, percorrendo uma faixa de pressão de uma pressão maior que a da orelha média para uma pressão menor que a da orelha média e vice-versa. A cada medição da pressão no canal selado, o timpanômetro mede quanta energia do tom de teste passa pela membrana timpânica e pela cadeia ossicular em vez de ser refletida de volta para a sonda. A quantidade de energia que passa pela membrana timpânica é chamada de admitância acústica.
A admitância acústica medida em cada medição da pressão do canal selado depende da diferença entre essa pressão e a pressão da orelha média — a pressão do ar atrás da membrana timpânica, no lado que não está em contato com a sonda. Quando a pressão do canal selado se iguala à pressão da orelha média, a membrana timpânica não está sendo tracionada em nenhuma direção específica e vibra o mais livremente possível, de modo que a admitância acústica atinge seu valor máximo nesse ponto exato. Quanto maior a diferença entre a pressão do canal selado e a pressão da orelha média, em qualquer direção, mais esticada e rígida a membrana timpânica se torna, e a admitância acústica cai abaixo desse valor máximo.
Quanto maior a diferença entre a pressão do canal selado e a pressão da orelha média, em qualquer direção, mais esticada e rígida a membrana timpânica se torna, e a admitância acústica cai abaixo desse valor máximo. Ao percorrer toda a faixa de pressão do canal selado e registrar a admitância acústica em cada ponto, o timpanômetro traça uma curva com um único pico. Esse pico resume, em dois pontos de dados, tudo o que o modelo descreveu até então. A posição do pico ao longo do eixo de pressão do canal selado indica a pressão da orelha média, pois o pico ocorre precisamente no valor da pressão do canal selado que é igual à pressão da orelha média, eliminando a diferença entre as duas. A altura do pico, por outro lado, indica a complacência máxima: a maior admitância acústica que a membrana timpânica e a cadeia ossicular podem atingir quando vibram com a maior liberdade possível, sem qualquer diferencial de pressão que as distenda.
Como a posição e a altura do pico dependem exclusivamente do comportamento da membrana timpânica e da cadeia ossicular sob diferentes pressões, o timpanômetro fornece, a partir de um único pico, uma medida objetiva da função da orelha média: uma pressão na orelha média muito distante do normal ou uma complacência máxima anormalmente alta ou baixa indica que a membrana timpânica, a cadeia ossicular ou a pressão na orelha média se desviam de seu comportamento normal, sem que o próprio timpanômetro precise saber, apenas com esse pico, qual dos três está apresentando falha.
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