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E53 Balanço hídrico e osmorregulação

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Esse mesmo equilíbrio hídrico de um inseto é, em geral, crítico para ele: essa proporção final consideravelmente alta entre a área e o volume do corpo o torna, consequentemente, extremamente suscetível à dessecação.

Essa perda final de água transepidérmica desse inseto constitui, por outro lado, o principal fluxo de saída de todo esse equilíbrio hídrico, controlado pela camada de cera epicuticular da cutícula, que estabelece outro modelo para esse sistema e atua como uma barreira hidrofóbica específica.

Essa permeabilidade final da cutícula aumenta drasticamente acima da temperatura de transição final da cera epicuticular, um fenômeno específico de mudança de fase que explica a morte térmica acelerada desse inseto em temperaturas elevadas, além da temperatura de equilíbrio estabelecida por outro modelo desse sistema.

A pressão osmótica de Van't Hoff, por sua vez, quantifica essa mesma concentração final de hemolinfa, o que estabelece outro modelo para esse sistema em termos de sua própria pressão efetiva particular.

Este mesmo túbulo de Malpighi neste inseto funciona, ao contrário, como um rim, concentrando ou diluindo essa mesma excreção de acordo com as necessidades hídricas específicas do inseto.

Portanto, este modelo, com sua ênfase na extrema suscetibilidade do inseto à dessecação, permite que este mesmo inseto do deserto recupere sua própria água do ar por meio de sua higroscopia particular, exatamente o mesmo processo realizado por alguns besouros no Deserto da Namíbia — um processo descrito, consequentemente, pela equação de Kelvin para condensação capilar. O fato de este inseto do deserto recuperar uma quantidade ainda maior dessa água do ar por meio dessa mesma higroscopia com a qual este modelo é fechado significa que, consequentemente, essa mesma extrema suscetibilidade final desse inseto à dessecação, com a qual este modelo foi aberto, também é ainda menor.

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