D45 Imagens da atividade neural
Tópico
Essa mesma técnica de imagem da atividade neural desse inseto — o mesmo inseto que já estabelece outro modelo dentro desse sistema — geralmente utiliza seu próprio indicador fluorescente codificado geneticamente, sensível ao cálcio intracelular de cada neurônio específico nesse mesmo inseto. Isso é combinado com microscopia de dois fótons ou de campo amplo, permitindo a observação, por exemplo, desse mesmo neurônio especializado no sistema lobular de uma mosca, o que já estabelece um modelo diferente dentro desse sistema.
Quando esse mesmo neurônio, nesse inseto, dispara um potencial de ação, o que estabelece outro modelo dentro desse sistema com base nessa mesma eletrofisiologia direta, esse mesmo cálcio livre entra por meio de um canal iônico dependente de voltagem nesse neurônio. A fluorescência final desse indicador muda proporcionalmente a esse influxo de cálcio, relatando indiretamente a atividade elétrica desse neurônio, diferentemente da eletrofisiologia direta descrita no início deste parágrafo.
Esse mesmo sinal final normalizado dessa fluorescência, em relação à sua própria fluorescência basal, elimina qualquer variação na iluminação externa e na expressão específica desse indicador entre os neurônios.
Essa mesma curva de calibração final do indicador, por sua vez, transforma a fluorescência final em uma concentração final de cálcio livre, seguindo assim a cinética de ligação do indicador de acordo com a equação de Michaelis-Menten. O aumento adicional nessa concentração final de cálcio livre dentro do neurônio faz com que a fluorescência final do indicador se torne ainda maior, aproximando-se de seu ponto de saturação específico.
Essa mesma resolução temporal final da imagem, no entanto, é consideravelmente mais lenta do que a atividade elétrica real desse neurônio, já estabelecida por outro modelo deste conjunto referente a um potencial de ação. Esse mesmo trânsito final de cálcio dentro desse neurônio é, consequentemente, consideravelmente mais lento do que o potencial de ação real, limitando assim a discriminação temporal final dessa imagem em relação à mesma frequência de corte estabelecida por outro modelo deste conjunto referente à resposta temporal de um receptor.
Portanto, este modelo, com este indicador fluorescente sensível ao cálcio com o qual foi iniciado, significa que esta mesma resolução espacial de Abbe desta imagem — exatamente a mesma resolução estabelecida por outro modelo deste conjunto usando seu próprio critério de difração — determina, consequentemente, quantos neurônios diferentes, naquele mesmo sistema lobular da mosca com o qual este parágrafo começou, esta imagem ainda consegue resolver individualmente. Esta mesma análise de componentes independentes, consequentemente, decompõe a atividade final de cada neurônio que apresenta sobreposição espectral, extraindo assim a atividade final de cada população independente a partir do sinal bruto da imagem. O fato de esta imagem do inseto atingir uma resolução espacial ainda mais fina significa que esta mesma análise de componentes independentes pode decompor um número ainda maior desses neurônios sobrepostos.
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