A5 Registro Histórico de Acidentes Civis
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A indústria nuclear civil vivenciou um pequeno, porém significativo, número de acidentes graves ao longo de sua história, cada um deles fornecendo lições que foram incorporadas às práticas industriais em todo o mundo. O incêndio de Windscale, no Reino Unido, em outubro de 1957, afetou um reator de projeto inicial destinado à produção de material para outros fins e liberou material radioativo na atmosfera após um incêndio no núcleo. O acidente de Three Mile Island, nos EUA, em 1979, combinou falhas de equipamentos com interpretações errôneas do operador, levando a uma perda de refrigerante e a uma fusão parcial do núcleo — a mesma anomalia descrita em um modelo anterior deste catálogo —, embora a liberação ambiental tenha sido comparativamente limitada porque a estrutura de contenção permaneceu em grande parte intacta.
O desastre de Chernobyl, na então União Soviética, em abril de 1986, é considerado o acidente nuclear civil mais grave da história: uma combinação de falhas específicas no projeto do reator e uma sequência de decisões operacionais durante um teste experimental levou a um aumento descontrolado da reatividade, conforme descrito no segundo modelo deste catálogo, resultando na destruição física do núcleo do reator e em um incêndio prolongado que liberou uma quantidade considerável de material radioativo, afetando uma ampla área geográfica. O desastre de Fukushima Daiichi, no Japão, em março de 2011, seguiu exatamente a mesma sequência de eventos descrita nos quatro modelos anteriores desta seção: perda de refrigeração após o terremoto e tsunami, fusão do combustível, explosões de hidrogênio e liberação de material no meio ambiente.
O acidente do reator experimental SL-1, de baixa potência, nos Estados Unidos, em 1961, onde um erro durante uma operação de manutenção causou um aumento repentino e descontrolado de potência com consequências fatais para o pessoal presente, completa este registro. Portanto, este módulo, que começa com Windscale em 1957 e termina com SL-1 em 1961, não descreve um novo mecanismo, mas reúne, em cinco episódios diferentes e em momentos distintos da história da indústria, os mesmos mecanismos de perda de refrigeração, fusão, reação química e falha de contenção que este catálogo já descreveu separadamente.
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