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A3 Escalada para o uso de armas nucleares

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A estabilidade em crises é a condição que impede os atores nucleares de utilizarem suas armas de forma eficaz, mesmo em meio a um confronto — um mecanismo que não depende de qual estratégia esteja ativa em qualquer âmbito específico, seja Regime de Recursos, Autoridade Política, Visão de Mundo ou Intensidade de Parentesco. A estabilidade em crises diminui quando a vantagem percebida do primeiro ataque aumenta: quanto mais um ator acredita que pode atacar primeiro e neutralizar a capacidade de retaliação do outro, menor é o incentivo que ele tem para esperar. A estabilidade em crises também diminui quando a probabilidade de erro ou acidente aumenta — isto é, quando cresce a chance de uma falha técnica ou interpretação errônea desencadear uma resposta que ninguém planejou deliberadamente.

Esses dois fatores, a vantagem percebida do primeiro ataque e a probabilidade de erro ou acidente, não operam separadamente: eles se combinam, e essa combinação é exacerbada sob pressão de tempo, quando os atores têm minutos, e não dias, para decidir. Quando a combinação da vantagem percebida do primeiro ataque e da probabilidade de erro ou acidente ultrapassa um limiar crítico sob pressão de tempo, a estabilidade em crises entra em colapso abruptamente, e não gradualmente.

O colapso da estabilidade em situações de crise é o que desencadeia a escalada para o uso de armas nucleares: uma vez que a estabilidade da crise deixa de conter os atores envolvidos, a escalada para o uso de armas nucleares deixa de ser um cenário remoto e se torna a trajetória padrão do conflito. Monitorar a estabilidade da crise — e, em particular, como a vantagem percebida do primeiro ataque e a probabilidade de erro ou acidente interagem sob pressão de tempo — é, portanto, a maneira de antecipar a escalada para o uso de armas nucleares antes que ela ocorra.

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