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M1 Decisão isolada vs decisão socialmente incorporada

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O ponto de partida continua sendo o indivíduo, representado como um ator individual generalizado que toma decisões usando uma função de análise custo-benefício sobre qualquer conjunto de escolhas apresentadas pelo contexto: o que consumir, quanto trabalhar, quanto poupar, se deve migrar, se deve ter filhos, se deve confiar em alguém, se deve participar de uma ação coletiva. Essa função de análise custo-benefício é baseada em um vetor de características específicas do indivíduo, e uma restrição de recursos significa que o indivíduo só pode escolher entre um conjunto limitado dessas opções.

Dentro dessa mesma função de decisão, pelo menos dois termos competem: uma análise custo-benefício privada, ancorada no vetor de características e na restrição de recursos do indivíduo, e uma análise de acoplamento social. O fato de esses dois termos competirem dentro da mesma função de decisão significa que o peso relativo entre eles determina, em cada caso, como o indivíduo decide.

Essa competição entre os dois termos dentro da mesma função de decisão significa que o peso relativo de cada um determina, em cada caso, como o indivíduo decide. Quando o peso do fator de acoplamento social é baixo, a decisão fica quase inteiramente ancorada no vetor de características e nas restrições de recursos do indivíduo, sem que as ações dos outros desempenhem um papel significativo: trata-se de uma decisão isolada.

Por outro lado, quando o peso do fator de acoplamento social é alto, o controle da decisão passa a ser exercido sobre o que o indivíduo percebe que os outros já fizeram ou esperam que ele faça, em vez de sobre seu próprio vetor de características e restrições de recursos: trata-se de uma decisão socialmente integrada.

Essa decisão socialmente integrada nem sempre assume a mesma forma. Reduzir o conjunto de escolhas do indivíduo a uma única alternativa binária — participar ou não de uma ação coletiva — faz com que a decisão socialmente integrada se manifeste como o caso específico descrito pelo modelo de limiar clássico de Granovetter. Manter, por outro lado, o conjunto de escolhas de uma pessoa em uma gama mais ampla de opções significa que a mesma decisão socialmente integrada se expressa continuamente, sem ser reduzida a uma única alternativa.

Portanto, distinguir entre esses dois modos é útil para qualquer decisão que uma pessoa tome — consumir, trabalhar, poupar, migrar, ter filhos, confiar, participar de uma ação coletiva — para identificar se essa decisão é explicada principalmente pelo conjunto de características e limitações de recursos do indivíduo, ou seja, por uma decisão isolada, ou se é explicada pelo peso crescente da percepção que a pessoa tem dos outros, ou seja, por uma decisão socialmente contextualizada. E, nesse segundo caso, ajuda a determinar se essa influência social opera sobre uma única alternativa binária ou continuamente em todo o conjunto de opções.

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