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D1 Estratificação, choque e mobilidade

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Quatro indicadores abrangem dois aspectos distintos da mesma trajetória de comportamento socioeconômico: um aspecto estrutural, o da estratificação e mobilidade, e um aspecto de choque agudo, que é ativado quando um evento exógeno impacta a população. Ambos os aspectos são necessários porque medem coisas diferentes: o choque exógeno na população é medido pela queda combinada na participação na força de trabalho e nos indicadores de saúde pública, enquanto a radicalização política é medida pela lacuna persistente entre a mobilidade esperada e a real.

Os indicadores de nível socioeconômico e educação medem a distribuição da população por estrato e seu nível educacional agregado: sua evolução em relação ao custo de vida é a variável que determina se a trajetória está em um regime de expansão, polarização ou estagnação da mobilidade.

A participação na força de trabalho mede qual fração da população em idade ativa está efetivamente empregada ou procurando emprego: sua queda abrupta e sustentada, juntamente com a deterioração dos indicadores de saúde pública, é o sinal direto do choque exógeno na população. Os indicadores de saúde pública medem a mortalidade, a morbidade e a capacidade do sistema de saúde: sua deterioração abrupta, juntamente com o declínio na participação da força de trabalho, é uma medida direta do choque exógeno na população — a mesma anomalia que se espalha para as outras cinco vias através dos pontos de entrada já expostos.

As pesquisas de percepção e confiança medem a lacuna entre as expectativas de mobilidade e a mobilidade real: a ultrapassagem sustentada de um limiar crítico desencadeia a radicalização política devido à frustração econômica, a anomalia que transfere essa frustração da esfera econômica para a atividade política.

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