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E3 Grande explosão

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O protagonista deste modelo é o universo primordial, nos primeiros instantes após o próprio Big Bang.

O Big Bang não foi uma explosão no espaço, mas sim o início da expansão do espaço-tempo; antes do tempo de Planck, não existe física estabelecida que nos permita sequer descrever este universo primordial.

A temperatura deste universo decai em proporção inversa ao fator de escala, e essa mesma relação estabelece marcos específicos ao longo de sua história: com um segundo de idade, a temperatura é de cerca de dez bilhões de graus; com três minutos, quando a nucleossíntese começa, é de pouco mais de um bilhão de graus; e com trezentos e oitenta mil anos de idade, quando ocorre a recombinação que libera a radiação cósmica de fundo em micro-ondas, é de pouco mais de três mil graus.

A densidade de radiação deste universo também varia com a quarta potência dessa mesma temperatura.

A minúscula assimetria entre bárions e fótons que existia naquele universo primordial — pouco mais de um bárion para cada 1,6 bilhão de fótons — é, por si só, a razão fundamental da existência da matéria em todo o universo: se esse excesso mínimo não existisse, matéria e antimatéria teriam se aniquilado completamente. Assim, desde o universo primordial com o qual este documento começa até essa mínima assimetria com a qual termina, passando pela diminuição da temperatura e seus marcos sucessivos, o Big Bang faz com que um desequilíbrio quase imperceptível entre partículas e antipartículas seja, em última análise, a diferença entre um universo repleto de matéria e um universo completamente vazio.

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