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D9 Energia Escura

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O elemento central deste modelo é o Telescópio Espacial de Campo Amplo (Wide Field Space Telescope), que mapeia a geometria e a estrutura do universo em uma vasta extensão do céu. Ele faz isso combinando dois instrumentos: um instrumento de imagem visual de alta resolução para medir a lente gravitacional fraca de bilhões de galáxias de fundo e um instrumento espectroscópico e infravermelho para medir o desvio para o vermelho das galáxias com o objetivo de detectar oscilações acústicas de bárions.

A combinação da lente gravitacional fraca medida por este telescópio — sensível tanto à geometria do universo quanto ao crescimento de suas estruturas — com essas mesmas oscilações acústicas — sensíveis apenas à geometria — permitirá que os cientistas meçam a equação de estado da energia escura com uma precisão de um por cento.

O aspecto mais notável deste satélite é a estabilidade de sua função de dispersão pontual no espaço: medir a lente gravitacional fraca requer conhecer a forma de cada galáxia com um erro muito menor do que o que a atmosfera da Terra, com sua própria variação constante, jamais permitiria a partir do solo. O fato de essa função de dispersão permanecer estável e previsível ao longo de anos é o que torna essa precisão possível e nos permitirá determinar se a equação de estado da energia escura é realmente constante ou se, ao contrário, varia com o tempo cósmico. Assim, desde o Telescópio Espacial de Campo Amplo, com o qual este documento começa, até a determinação da constância da energia escura, com a qual ele conclui, passando por lentes gravitacionais fracas e oscilações acústicas de bárions, a energia escura permite que duas técnicas complementares, combinadas a partir do mesmo satélite, respondam, em última análise, à mesma questão que hoje divide o universo primordial do universo tardio.

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