D7 Astrometria
Tópico
A astrometria mede as posições angulares de objetos celestes com a maior precisão possível.
A paralaxe — a pequena oscilação angular aparente que uma estrela próxima apresenta em relação ao fundo de estrelas distantes, causada pelo próprio movimento orbital da Terra — torna-se menor quanto maior for a distância real entre essa estrela e o observador. Portanto, medir esse pequeno ângulo é essencialmente equivalente a medir a própria distância.
O movimento próprio — o deslocamento angular de um objeto ao longo do tempo, independente da paralaxe já descrita — é combinado com a velocidade ao longo da linha de visada, fornecida pela espectroscopia, e com a distância fornecida pela paralaxe. Essa combinação resulta na velocidade espacial completa do objeto nas três dimensões do espaço.
Quando a precisão astrométrica é suficientemente alta e as observações são repetidas durante o período necessário, uma oscilação periódica muito pequena também pode ser detectada, sobreposta ao movimento próprio da estrela. Essa oscilação é causada pela atração gravitacional de um planeta que orbita essa estrela sem ser observado diretamente. Assim, desde as posições angulares com que este documento começa até à oscilação causada por um planeta invisível com que termina, passando pela paralaxe ligada à distância e ao movimento próprio combinado com a espectroscopia, a astrometria faz com que a simples posição de uma estrela no céu acabe por revelar, com paciência suficiente, tanto a sua distância como a sua velocidade e até mesmo a presença de mundos que nunca conseguimos ver diretamente.
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