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D4 Fotometria Astronômica

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A fotometria quantifica o fluxo de luz que chega ao observador proveniente de objetos astronômicos, e os detectores atuais atingiram uma precisão tão alta que conseguem detectar o mínimo escurecimento causado pelo trânsito de um exoplaneta em frente à sua estrela.

A qualidade de uma medição fotométrica é limitada pelas mesmas fontes de ruído que limitam qualquer detector astronômico: o ruído inerente à luz da estrela observada, o ruído de fundo do céu e o próprio ruído de leitura do detector. Essas fontes se combinam para determinar a relação sinal-ruído da medição final.

As curvas de luz, que registram o fluxo de um objeto ao longo do tempo, revelam, por meio dessa mesma fotometria, a existência de estrelas variáveis, sistemas binários eclipsantes e trânsitos planetários.

A fotometria diferencial, que compara continuamente o objeto de interesse com estrelas de referência próximas dentro do mesmo campo de visão, elimina as variações atmosféricas que, de outra forma, seriam confundidas com mudanças no próprio brilho do objeto. Assim, desde o fluxo de luz com que este documento começa até à eliminação das variações atmosféricas com que termina, passando pelas fontes de ruído combinadas e pelas curvas de luz, a fotometria permite distinguir com segurança uma minúscula variação de brilho, capaz de revelar um planeta invisível, da simples oscilação da própria atmosfera terrestre.

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