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M5 Fraturas e Eventos Rápidos

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O modo de fratura e eventos rápidos engloba processos criosféricos que ocorrem em escalas de tempo que variam de segundos a horas, todos compartilhando uma característica comum: envolvem a ruptura mecânica do gelo ou da neve.

As avalanches de neve são o fenômeno mais frequente dentro desse modo: elas começam quando a tensão de cisalhamento experimentada por uma camada de neve excede a resistência ao cisalhamento de uma camada mais fraca abaixo dela — o plano exato onde ocorre a falha. As avalanches de placa são as mais perigosas de todas porque envolvem a fratura repentina de uma placa de neve coesa que desliza como um único bloco. As avalanches de pó, por outro lado, atingem velocidades entre 100 e 300 metros por segundo e geram uma nuvem de partículas de neve em suspensão no ar, capazes de viajar acima da topografia do terreno.

As fendas, ou rachaduras no gelo glacial, se formam quando a tensão de tração experimentada pelo gelo excede a resistência à fratura do próprio gelo policristalino. Na superfície de uma geleira, as fendas aparecem precisamente onde a velocidade do fluxo de gelo diverge, formando uma zona de extensão: na saída de uma curva no canal glacial, na cabeceira de uma queda de gelo ou onde a geleira acelera ao passar sobre uma seção irregular do seu próprio leito.

A profundidade máxima que uma fenda atinge no gelo seco é limitada porque a pressão que tende a fechar a fenda aumenta com a profundidade; mas quando há água disponível na superfície, essa mesma água pode propagar a fenda até a base da própria geleira por meio de fraturamento hidráulico, e esse fraturamento hidráulico é precisamente o mecanismo por trás dos maiores eventos de desprendimento de icebergs.

Jökulhlaups, a palavra islandesa para inundação glacial, são fluxos repentinos de lagos glaciais ou subglaciais capazes de liberar enormes volumes de água em apenas algumas horas. Esse esvaziamento repentino é desencadeado quando a pressão da água supera a resistência da barragem de gelo que a continha, seja porque a barragem de gelo se rompe como um arco, seja porque o gelo flutua, ou quando a pressão do lago excede o peso do gelo acima dela e força a água através do próprio sistema subglacial.

A propagação da água liberada por uma jokulhlaup através de canais subglaciais segue a mesma hidráulica de um túnel pressurizado, e essa propagação é acelerada por um feedback positivo: a água quente que flui pelo canal derrete suas paredes de gelo e o alarga; esse canal mais largo permite a passagem de um fluxo ainda maior; e esse fluxo maior gera ainda mais calor, fechando um ciclo de auto-reforço que, juntamente com avalanches de neve e fendas, completa o conjunto de processos de fraturamento e eventos rápidos com os quais esta descrição começou.

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