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D4 Campimetria: Campo Visual e Sensibilidade Diferencial

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O perímetro de Humphrey, ou perímetro de polvo, exige que o paciente mantenha o olhar fixo em um ponto de fixação central durante todo o teste, sem mover os olhos. O perímetro apresenta breves estímulos luminosos, um de cada vez, em diferentes locais dentro do campo visual ao redor desse ponto de fixação. O paciente pressiona um botão cada vez que detecta o estímulo luminoso, sem precisar olhar diretamente para ele. Isso ocorre porque o perímetro mede a capacidade do paciente de detectar um estímulo luminoso que ele não está olhando diretamente, em cada local dentro do campo visual.

Em cada local do campo visual, o perímetro não apresenta o estímulo luminoso apenas uma vez com uma intensidade fixa. Em vez disso, ele ajusta automaticamente a intensidade do estímulo luminoso de uma apresentação para a seguinte: se o paciente detectar o estímulo luminoso, o perímetro reduz a intensidade do estímulo luminoso na próxima apresentação naquele mesmo local; se o paciente não o detectar, o perímetro aumenta a intensidade do estímulo luminoso até encontrar a menor intensidade que o paciente ainda possa detectar naquele local específico dentro do campo visual. A menor intensidade detectável em um determinado local é chamada de sensibilidade diferencial desse local.

A sensibilidade diferencial de cada ponto no campo visual é expressa em decibéis, mas em uma escala inversa à descrita por outros modelos neste mesmo conjunto: na escala de decibéis usada pelo perímetro, um valor de decibéis mais alto não significa um estímulo luminoso mais intenso, mas sim um estímulo luminoso mais fraco e atenuado. Portanto, uma alta sensibilidade diferencial, expressa em muitos decibéis, significa que aquele ponto no campo visual ainda consegue detectar um estímulo luminoso muito fraco, enquanto uma baixa sensibilidade diferencial, expressa em poucos decibéis, significa que aquele ponto no campo visual só consegue detectar um estímulo luminoso muito mais intenso.

Ao repetir essa medição de sensibilidade diferencial em dezenas de pontos diferentes distribuídos pelo campo visual, o perímetro cria um mapa de sensibilidade completo. Esse mapa de sensibilidade revela algo que nenhum ponto medido isoladamente poderia mostrar: se a sensibilidade diferencial diminui uniformemente por todo o campo visual ou se diminui especificamente em um grupo de pontos vizinhos que formam um padrão reconhecível. Isso ocorre porque cada ponto no campo visual depende de um conjunto específico de fibras ao longo da via óptica, do nervo óptico ao córtex visual, e o padrão de locais com baixa sensibilidade diferencial no mapa de sensibilidade reflete qual parte específica da via óptica está danificada.

É por isso que esse mapa de sensibilidade é o padrão para o diagnóstico e monitoramento de glaucoma, neuropatias e lesões ao longo da via óptica: no glaucoma, por exemplo, o mapa de sensibilidade reproduz com precisão o mesmo padrão de perda que começa na periferia do campo visual e progride em direção ao centro, descrevendo o modelo do glaucoma. Além disso, comparar o mapa de sensibilidade da mesma pessoa em várias consultas com o perímetro permite verificar se esse padrão de baixa sensibilidade diferencial continua a progredir ou se permanece estável com o tratamento.

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