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E21 Crescimento tumoral

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O número de células tumorais varia ao longo do tempo de acordo com dois fatores interligados: a taxa de proliferação líquida de cada célula individual, que decorre do comportamento do ciclo celular, e as limitações impostas ao tumor pelo seu próprio microambiente, como a disponibilidade de nutrientes, o espaço físico e a pressão mecânica exercida pelas células vizinhas.

O número de células tumorais neste modelo também abrange duas escalas distintas: a escala celular, que aborda a questão de quando uma única célula se divide, e a escala clínica, que aborda questões como quando o número de células tumorais se torna detectável ou quando começa a produzir sintomas no paciente.

A física por trás da variação desse número de células tumorais ao longo do tempo é a dinâmica populacional, e essa dinâmica passa por diferentes regimes à medida que o tumor cresce. Inicialmente, quando o tumor tem poucas células e o microambiente ainda não impõe limitações reais, o número de células tumorais cresce de forma puramente exponencial: cada célula continua a se dividir na mesma taxa, sem controle.

À medida que o tumor continua a crescer, a competição por recursos dentro do microambiente começa a limitar sua expansão, e o crescimento do número de células tumorais deixa de ser puramente exponencial, tornando-se logístico. Posteriormente, na fase clínica do tumor, o crescimento do número de células tumorais é melhor descrito empiricamente pelo modelo de Gompertz.

Cada um desses três regimes — crescimento exponencial puro, crescimento logístico e o modelo de Gompertz — corresponde a um estágio diferente na vida do tumor, e cada um tem implicações distintas para o prognóstico do paciente e para a forma como o número de células tumorais responderá ao tratamento.

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