D7 Escalas clínicas (Glasgow, NIHSS, UPDRS, MMSE)
Tópico
A escala clínica traduz o estado fisiológico contínuo descrito por outros modelos deste catálogo em uma pontuação discreta, padronizada e clinicamente interpretável. A estrutura geral da escala clínica é a de uma pontuação composta obtida pela soma ponderada dos itens individuais de um exame clínico.
A Escala de Coma de Glasgow é um exemplo de escala clínica e amplia diretamente o nível de consciência já descrito em outro modelo deste catálogo, traduzindo esse nível contínuo de consciência na pontuação composta característica da escala clínica.
Outra escala clínica quantifica o déficit neurológico regional no contexto de acidente vascular cerebral isquêmico, e essa mesma escala clínica também é ampliada para quantificar o déficit neurológico regional produzido pelo efeito de massa de um tumor cerebral.
Uma escala motora específica traduz a bradicinesia, a rigidez e o tremor descritos pelo modelo da doença de Parkinson em uma pontuação clínica, convertendo esses três sinais motores contínuos no mesmo tipo de pontuação composta que caracteriza as outras escalas clínicas. Uma escala cognitiva breve é, por sua vez, uma versão discreta da função cognitiva contínua que se altera ao longo do tempo — a mesma função cognitiva contínua já utilizada tanto no modelo da doença de Alzheimer quanto no modelo de envelhecimento cerebral. Ela traduz essa função cognitiva contínua no mesmo tipo de pontuação composta que caracteriza outras escalas clínicas.
Além do que cada escala clínica específica mede, dois conceitos são comuns a todas elas: a confiabilidade interavaliadores, que quantifica o grau de concordância entre dois examinadores diferentes ao aplicar a mesma escala clínica ao mesmo paciente, e a mínima mudança clinicamente detectável, que distingue uma melhora ou piora real no paciente da variabilidade inerente à mensuração da escala clínica. Em conjunto, é essa tradução do estado fisiológico contínuo em uma pontuação composta discreta e clinicamente interpretável que define todas as escalas clínicas, sejam elas referentes ao nível de consciência, déficits neurológicos, sinais motores ou função cognitiva.
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