Modos Sociais e Reprodutivos M9
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O combate ritualizado entre machos — lutas, empurrões — permite que os mamíferos estabeleçam hierarquias sociais sem resultar em ferimentos fatais para nenhum dos contendores.
A mecânica dessas lutas ritualizadas é modelada como uma colisão entre duas massas elasticamente conectadas, cada uma representando um dos contendores. Em lutas de chifres, a força do contato no momento do impacto pode exceder várias vezes o peso corporal de cada animal, embora a natureza elástica da colisão — chifres e galhadas se encaixando, cedendo e se separando em vez de perfurar — seja precisamente o que impede que a energia do impacto resulte em um ferimento fatal.
Além do combate direto, as exibições de corte são outra maneira de um indivíduo demonstrar sua qualidade sem lutar. Essas exibições são sinais honestos justamente porque seu custo energético é tão alto que apenas os indivíduos de mais alta qualidade conseguem sustentá-las; portanto, um indivíduo de baixa qualidade não pode fingir tal exibição sem se exaurir antes de completá-la. Além do cortejo entre casais, os mamíferos também sincronizam processos fisiológicos em nível de grupo — ciclos reprodutivos entre fêmeas do mesmo grupo, batimentos cardíacos entre parceiros — um fenômeno modelado como um conjunto de osciladores acoplados: um parâmetro que varia de zero a um mede o grau de sincronização do grupo em um dado momento, onde o valor um significa sincronização perfeita e o valor zero significa ausência de sincronização coletiva. Essa sincronização não surge gradualmente, mas sim repentinamente, quando a força de acoplamento entre os indivíduos excede um valor crítico que depende da dispersão de seus ritmos naturais individuais entre os diferentes indivíduos.
Uma vez concluída a reprodução, que essa sincronização fisiológica ajuda a coordenar, o cuidado parental físico — carregar os filhotes, mantê-los aquecidos juntos — impõe custos energéticos quantificáveis aos pais.
O custo energético do transporte da prole aumenta com a proporção entre a massa da prole e a massa do progenitor que a carrega: quanto mais pesada a prole for em relação ao portador, maior será o custo energético de carregá-la durante o transporte.
Manter a prole aquecida em grupo é conseguido, em vários roedores, pela formação de uma pilha de corpos compactados: ao se pressionarem uns contra os outros, cada indivíduo dentro da pilha reduz a área da superfície do seu corpo diretamente exposta ao ambiente, e essa redução minimiza a perda de calor para o meio circundante.
O quanto cada progenitor investe, em última análise, nesse cuidado parental físico, com o qual esta descrição se concluiu, não é uma quantidade fixa, mas resulta de um modelo de investimento parental ótimo: a quantidade de cuidado fornecida por cada progenitor é prevista a partir da diferença entre seus investimentos relativos, e essa quantidade se estabiliza em um ponto de equilíbrio onde nenhum dos progenitores ganha nada alterando unilateralmente seu próprio nível de investimento enquanto o outro mantém o seu.
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