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D3 Neurofisiologia Motora

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A neurofisiologia motora mede e analisa a atividade elétrica gerada pelos neurônios motores e fibras musculares durante o planejamento e a execução do movimento. O sinal elétrico registrado na pele, acima do músculo, é a superposição dos potenciais elétricos individuais de todas as unidades motoras ativas sob o eletrodo naquele momento — um sinal amplificado para a faixa de milivolts para registro. A amplitude média desse sinal, calculada de forma que seus valores positivos e negativos não se cancelem, é proporcional ao nível de ativação muscular e, em condições controladas, também à força que o músculo está produzindo.

Esse mesmo sinal elétrico registrado no músculo também pode ser analisado de acordo com suas frequências componentes: a frequência que divide o espectro de potência do sinal em duas metades de energia iguais diminui progressivamente à medida que a fadiga muscular se desenvolve, porque o acúmulo de metabólitos dentro da fibra retarda a condução elétrica ao longo da membrana muscular. Ao rastrear essa frequência ao longo do tempo, janela por janela, pode-se observar como o conteúdo de frequência do sinal evolui à medida que o músculo se fatiga.

A atividade dos neurônios motores que geram o sinal elétrico do músculo também pode ser estudada a montante, dentro do próprio nervo: o nervo é estimulado eletricamente em um ponto específico e a resposta muscular composta resultante é registrada no músculo para o qual o nervo se dirige. A velocidade de condução do nervo é obtida dividindo-se a distância entre dois pontos de estimulação pela diferença nos tempos de latência registrados em cada ponto: quanto maior a distância percorrida para a mesma diferença de latência, maior a velocidade de condução e, quanto maior a diferença de latência para a mesma distância, menor a velocidade.

Os potenciais elétricos individuais de cada unidade motora, que aparecem misturados no sinal de superfície, podem ser registrados separadamente inserindo-se um eletrodo de agulha diretamente no músculo: a amplitude, a duração e a forma de cada potencial individual permitem a diferenciação entre dois tipos de doença. Quando o nervo que inerva a unidade motora está danificado, o potencial registrado aparece com amplitude aumentada e duração prolongada; inversamente, quando a própria fibra muscular está doente, o potencial aparece com amplitude reduzida e curta duração.

Em um estado saudável, a atividade elétrica registrada pela neurofisiologia motora durante o movimento segue um padrão ordenado: as unidades motoras são ativadas sequencialmente, começando pelas menores e adicionando progressivamente unidades maiores à medida que o músculo precisa produzir mais força, com frequências de disparo variando de cerca de oito a cerca de trinta ciclos por segundo. Essa ativação ordenada é complementada por uma sincronização da atividade elétrica em uma faixa de frequência intermediária, entre cerca de quinze e cerca de trinta e cinco ciclos por segundo, que reflete o acoplamento entre o córtex cerebral e a medula espinhal e está associada ao controle preciso da força que o músculo produz.

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