E11 Aerodinâmica não estacionária
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Essa mesma aerodinâmica não estacionária descreve, de forma geral, como a asa de um inseto — este mesmo inseto, que já estabelece outro modelo para este sistema — gera tanto sua sustentação máxima quanto seu impulso máximo por meio de seu movimento de batimento rápido e complexo. Nesse movimento, o campo de fluxo de ar muda radicalmente a cada ciclo de batimento.
Diferentemente da asa de um avião, que opera dentro de sua própria aerodinâmica quase estacionária, este inseto opera em um regime onde o histórico final desse fluxo de ar, a vorticidade gerada durante um ciclo de batimento anterior, tem, consequentemente, um efeito final mensurável na força gerada por essa asa.
A função de Wagner, por outro lado, captura essa mesma memória temporal com a qual este parágrafo começou: essa mesma sustentação da asa deste inseto não atinge, portanto, seu valor de equilíbrio final instantaneamente, mas sim gradualmente ao longo do mesmo ciclo de batimento.
Esse mesmo número de Reynolds específico para esse inseto implica, no entanto, que essa mesma viscosidade do ar não é, consequentemente, desprezível para esse inseto, de modo que esse mesmo vórtice gerado por essa asa persiste, consequentemente, por um tempo maior e, por sua vez, é consideravelmente mais intenso em relação à envergadura final dessa mesma asa. O fato de esse inseto voar com uma asa consideravelmente menor significa que, consequentemente, esse mesmo número de Reynolds específico para esse inseto é ainda menor e que essa mesma viscosidade do ar, consequentemente, domina ainda mais o comportamento desse vórtice gerado por essa asa.
Portanto, esse modelo, com a sustentação e o impulso gerados pelo movimento de batimento rápido e complexo com que a asa se abriu, faz com que esse número de Strouhal específico desse inseto reflita, consequentemente, a eficiência ótima final desse voo oscilatório — exatamente a mesma eficiência ótima já estabelecida por outro modelo neste conjunto para a natação oscilatória de um peixe e por um outro modelo diferente neste conjunto para o voo oscilatório de um pássaro. O fato de o número de Strouhal desse inseto se aproximar ainda mais dessa mesma faixa ideal compartilhada com aquele peixe e aquela ave significa que, consequentemente, a eficiência final do voo oscilatório desse inseto é ainda maior, exigindo, portanto, ainda menos energia de voo do que a já estabelecida por outro modelo neste conjunto, baseado na diferença entre o metabolismo de voo e o metabolismo basal.
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