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D41 Eletrofisiologia dos receptores

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Essa mesma eletrofisiologia de um receptor sensorial geralmente mede a atividade elétrica final tanto de um neurônio sensorial individual quanto de um grupo desses neurônios, utilizando um microeletrodo de tungstênio ou vidro inserido diretamente no tecido nervoso ou no axônio do receptor.

Essa mesma técnica de registro extracelular registra cada um desses potenciais de ação do neurônio sensorial como uma deflexão final da voltagem extracelular — a mesma atividade elétrica descrita no início deste parágrafo. A maior proximidade desse microeletrodo receptor ao neurônio sensorial torna a deflexão final da voltagem extracelular registrada ainda mais nítida.

O modelo de Hodgkin-Huxley, por outro lado, descreve os mecanismos iônicos finais subjacentes a cada um desses potenciais de ação com os quais este documento começou: essa mesma corrente de sódio e essa mesma corrente de potássio nesse neurônio sensorial, juntamente com suas respectivas cinéticas de ativação e inativação finais, geram, consequentemente, a forma característica final desse mesmo potencial de ação. Se essa corrente de sódio nesse neurônio se ativar ainda mais rapidamente, a forma final desse potencial de ação se tornará ainda mais abrupta.

A curva de intensidade-resposta de Stevens, por outro lado, descreve como a taxa de disparo final desse neurônio sensorial se relaciona com a intensidade final do estímulo recebido, seguindo a lei de potência de Stevens, que estabelece outro modelo para esse sistema. Essa lei é aplicada aqui à taxa de disparo do neurônio, e não à magnitude subjetiva percebida pelo estímulo, com um expoente característico específico para cada modalidade sensorial distinta. Esse expoente é consideravelmente menor para o tato e consideravelmente maior para a dor. O fato de esse expoente característico ser maior para essa modalidade sensorial específica significa que a taxa de disparo desse neurônio aumenta ainda mais rapidamente à medida que a intensidade do estímulo aumenta.

Essa mesma constante de adaptação final desse receptor sensorial, por outro lado, distingue entre um receptor fásico, que responde principalmente a mudanças no estímulo e se adapta rapidamente, e um receptor tônico, que responde ao nível sustentado do estímulo. Essa mesma distinção já foi estabelecida por outro modelo desse sistema entre um corpúsculo de Pacini, sensível a uma frequência muito mais alta e, portanto, marcadamente fásico, e um disco de Merkel, sensível a uma textura fina de maneira muito mais sustentada e, portanto, marcadamente tônico.

Portanto, esse modelo, com sua atividade elétrica inicial de um neurônio sensorial individual, permite que a informação de Shannon, já estabelecida por outro modelo desse sistema, quantifique quanta informação final sobre o mesmo estímulo é transmitida por esse neurônio sensorial por unidade de tempo. Isso, juntamente com a capacidade discriminativa final estabelecida por esse mesmo modelo do sistema por meio de sua própria teoria de detecção de sinal, caracteriza a capacidade discriminativa final desse receptor sensorial diante do ruído concomitante. O fato de esse neurônio sensorial transmitir ainda mais dessa informação de Shannon por unidade de tempo significa que, consequentemente, a capacidade discriminativa final desse receptor sensorial também é maior.

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