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D5 Eletromiografia (EMG) e velocidade de condução nervosa

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A unidade motora, composta por um neurônio motor e todas as fibras musculares que ele inerva, é a entidade que a eletromiografia e os estudos de condução nervosa avaliam diretamente para determinar a integridade funcional do sistema nervoso periférico e da junção neuromuscular. Essas técnicas estendem os mesmos modelos de propagação axonal e perda de unidade motora já utilizados em outros modelos deste catálogo para o campo diagnóstico.

O potencial de ação muscular composto resulta da soma síncrona dos potenciais de ação de unidades motoras individuais que são ativadas simultaneamente. A amplitude desse potencial de ação muscular composto é proporcional ao número de axônios motores funcionais: quanto mais axônios motores funcionais contribuem para a soma síncrona, maior a amplitude do potencial de ação muscular composto.

A velocidade de condução nervosa dos axônios motores funcionais é calculada diretamente a partir da diferença de latências entre dois pontos de estimulação distintos ao longo do nervo periférico — uma aplicação clínica imediata da mesma velocidade de propagação já utilizada para descrever a condução axonal em outro modelo. Quanto maior a diferença de latência entre esses dois pontos de estimulação para a mesma distância percorrida, menor a velocidade de condução nervosa calculada.

Além da velocidade de condução nervosa entre dois pontos periféricos, a onda F avalia especificamente a condução proximal dos axônios motores funcionais em direção à medula espinhal. Ao comparar a amplitude do potencial de ação muscular composto obtido com estimulação distal com a obtida com estimulação proximal, a queda de amplitude entre os dois estímulos quantifica o grau de bloqueio de condução dos axônios motores funcionais, seguindo o mesmo critério de bloqueio de condução já utilizado para descrever a esclerose múltipla.

Na eletromiografia de agulha, dois achados informam diretamente sobre o grau de desnervação da unidade motora: o padrão de recrutamento da unidade motora, que mostra quantas unidades motoras são progressivamente ativadas à medida que a força de contração aumenta, e a presença de atividade patológica espontânea, chamada fibrilações, que aparece quando uma fibra muscular perde completamente a inervação de seu neurônio motor. Quanto maior o grau de desnervação da unidade motora, mais alterado é o padrão de recrutamento e mais fibrilações aparecem, ligando-se diretamente à morte progressiva do neurônio motor descrita no modelo de esclerose lateral amiotrófica.

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